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Interrogar-se-iam os residentes ancestrais da atual Malafaia se as suas belíssimas propriedades gentílicas sobreviveriam ao lento desenrolar dos milénios. Talvez não. Certo é que acabaram por sobreviver até aos nossos dias, resistindo a quase dois mil anos da nossa História. Quanto à beleza arquitetónica de outras eras, permanece e amadurece o nosso encanto nas pedras escavadas dos edifícios outrora erigidos por mãos engenhosas. O Casal Romano da Malafaia constitui um dos mais relevantes e intrigantes sítios arqueológicos do Arouca Geopark, representando um conjunto habitacional e de laboração de uma pequena propriedade agrícola datada da segunda metade do século I d.C, um dos mais expressivos da região norte da antiga província da Lusitânia. Sabe-se também que a propriedade foi ocupada durante os séculos seguintes, como atestam as intervenções na parte habitacional ocorridas durante o séc. III, até ao período coincidente com a Queda do Império Romano e as sucessivas ocupações Suevas e Visigodas, entre os séc. VI e séc. VII d.C. Este arqueossítio constituiu por isso uma peça fundamental para o conhecimento da ocupação romana da região. Nesse sentido, os visitantes podem usufruir de um espaço de receção e acolhimento, onde é também possível ver alguns dos materiais arqueológicos e saber mais sobre a presença romana, assim como de um espaço aberto, visitável através de estrutura em madeira, que permite visitar as ruínas e entender a sua relação com a paisagem envolvente.

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